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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Espírito Santo realiza a conferência Vitória Oil & Gas 2011


Nos últimos oito anos, o Espírito Santo aparece como um dos estados que mais se desenvolvem no país. Uma das áreas que recebe grandes investimentos é a de petróleo e gás, o que faz o estado sediar, de 24 a 26 deste mês, a feira e conferência Vitória Oil & Gas 2011.
O evento conta com um congresso, exposição, rodada de negócios, o espaço profissional do futuro e a mesa redonda sobre empregabilidade no setor.
Entre os temas em debate estão Produção de Petróleo e Gás no Espírito Santo, Demandas de Bens e Serviços Offshore, Competitividade da Indústria Nacional de Bens e Serviços, Perspectivas Exploratórias no Brasil, Desafios Tecnológicos e Gestão Ambiental da Indústria do Petróleo.
A exposição ocupa uma área de 1.200m² com a presença de 50 empresas expositoras, entre elas: Petrobras, Shell, BP, TSA Engenharia, Codesa e Technip. Também estarão presentes com estandes, entidades como a Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), o Governo do Estado, o Sebrae e a Rede Petro – ES.
Um dos municípios beneficiados com o crescimento do setor de petróleo e gás no Espírito Santo é Presidente Kennedy, que estará junto com as principais empresas do setor na exposição da Vitória Oil & Gas. A cidade despontou na arrecadação com uma receita de R$ 110,4 milhões em 2010, valor que representa 78,4% da receita corrente do município nesse mesmo ano. Além do município capixaba, o evento registrou novas aquisições: Fervit, Inflagases e Vigserv, que confirmaram participação como expositores.
Fonte:(http://www.jb.com.br/economia/noticias/2011/10/24/espirito-santo-realiza-a-conferencia-vitoria-oil-gas-2011/)

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

PRODUÇÃO DE PETRÓLEO NO RN CONTINUA EM QUEDA, MAS APRESENTOU SINAIS DE RECUPERAÇÃO


A produção de petróleo no RN em 2010 totalizou 20.782.490 barris de petróleo. Esse volume foi 2,5% inferior ao que foi produzido em 2009 e 35% menos do que a produção de 2000.
Ao longo da queda o estado vem apresentando uma progressiva queda nessa produção, conforme deixa claro a gráfico abaixo. Como razão principal para essa queda está o fato de que nossos campos de produção já estão maduros e que, portanto, vem perdendo capacidade de geração de petróleo em volume crescente ou mesmo constante.

Uma avaliação mensal dos dados demonstra, porém, que no último quadrimestre de 2010 o volume de petróleo extraído nos campos potiguares foi superior ao do mesmo período de 2009. No último quadrimestre de 2009 foi produzido no estado cerca de 6,91 milhões de barris de petróleo, já no último quadrimestre de 2010 o velume foi de 7,13 milhões, pequeno aumento de 2,61%.
Os investimentos da petróbras na injeção de água e vapor nos campos terrestres do estado provavelmente é uma das razões para o aumento desse nível de produção. Todavia, é importante lembrar que a empresa vem adiando sistematicamente o prazo que ela anuncia para um aumento mais consistente do volume de produção local.
Lembro que há algum tempo ela falava que a produção iria em breve voltar ao patamar de 100 a 110 mil barris/dia (em 2010 ficou abaixo de 60 mil). Mas ultimamente ela vem abandonando essa previsão e refazendo para baixo esses dados. Hoje eu tenho dúvidas quanto à possibilidade de uma retomada consistente no volume de produção local de petróleo.


A crise da indústria de petróleo e gás no estado trás impactos significativos para a economia potiguar. Dentre esses impactos podemos citar: 1) redução do ritmo de crescimento da economia. Com a queda do volume de petróleo produzido no estado ao longo da década isso já pode ser sentido no crescimento do PIB do RN, que já não cresce mais em ritmo maior que o Nordeste; 2) redução do volume de royaltes pagos ao governo do estado, prefeituras e proprietários rurais. Isso também já vem sendo sentido, sobretudo por aquelas prefeituras onde o município é um grande produtor de petróleo. Esse impacto só não foi maior para o poder público em função do aumento do preço do barril, que serviu para compensar a queda da produção ou para amenizar seu impacto; 3) na geração de emprego e renda nas atividades diretas de produção de petróleo e nos serviços correlacionados; 4) nas atividades científdicas do estado: devemos lembrar que os investimentos da Petrobras e da ANP na UFRN foram significativos, construíndo importantes laboratórios e investindo pesado na formação de mão-de-obra qualificada; 5) no risco da empresa deixar de produzir no estado, conforme até mesmo já foi proposto pelo deputado federal Betinho Rosado (DEM) em projeto vetado pelo Presidente Lula.

Destacamos ainda que dos de 20,8 milhões de barris de petróleo produzidos no RN, 86% foi oriundo de campos terrestres e os demais de campos localizados no mar.

Apesar da produção de petróleo no RN ser importante para a economia local, no cenário nacional a produção de petróleo no  estado é equivalente a apenas 3% da produção nacional, a qual é liderada pelo RJ que é repsonsável por 79%. No cenário nacional o RN ocupa a terceira posição entre as Unidades da Federação, perdendo para o RJ e o ES.



Apesar de continuar líder na produção nacional de petróleo em terra, com o atual ritmo de queda da produção no estado essa liderança está ameaçada e pode ser perdida nos próximos anos se a nossa curva de produção não for revertida.
                                                           

Fonte:(http://economia-do-rn.blogspot.com)