Páginas

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Óleo e Gás

HRT inicia perfuração de seu primeiro poço

25/04/2011
A HRT O&G deu início à perfuração do seu primeiro poço exploratório, a locação HRT-170-1-AM, codificada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP como 1-HRT-1-AM, e situada na porção nordeste do Bloco SOL-T-170, na Bacia do Solimões. A HRT possui 55% de participação em 21 blocos exploratórios na Bacia do Solimões, ocupando uma área de aproximadamente 48,5 mil km², onde foram mapeados e certificados 52 prospectos e 11 descobertas com recursos contingentes. No mês de maio serão iniciadas as perfurações de três outros poços, sendo dois na região de Tefé e um no Município de Carauari.

Consumo de energia cresce junto com o PIB-



O Índice Setorial Comerc, disponibilizado pela maior gestora independente de energia elétrica do país, registrou aumento de 3,09% nos três primeiros meses de 2011, em relação ao mesmo período do ano passado. Os números apurados estão em linha com os divulgados pela Empresa de Pesquisa Energética em sua Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica (número 42), que aponta crescimento médio de 3% no trimestre em relação a 2010.

 

fonte:  http://www.tnpetroleo.com.br/

terça-feira, 19 de abril de 2011

Politica do Petroleo

O petróleo e a política dos EUA no Golfo Pérsico: a atualidade da Doutrina Carter.

Escrito por: Igor Fuser*
Resumo:
A lógica da atual invasão do Iraque pelos EUA deve ser buscada numa trajetória de 50 anos
marcados pelo crescente envolvimento militar norte-americano no Golfo Pérsico. Essas
intervenções têm como motivo principal o controle das fartas reservas petrolíferas da região.
Os EUA adotaram em 1980 uma diretriz de política externa, a Doutrina Carter, que prevê o
uso de tropas norte-americanas para garantir o acesso ao petróleo do Golfo Pérsico. No
governo de George W. Bush, essa diretriz passou a se vincular a uma política energética
baseada na busca da maximização da extração de petróleo no mundo inteiro. O resultado
dessa estratégia tem sido o crescente uso da força militar para garantir esses suprimentos.


1. Introdução
Para entender os motivos da invasão do Iraque pelos EUA, é preciso ir
muito além da discussão sobre temas como o terrorismo, armas de destruição
em massa e as “mudanças de regime” que o governo de George W. Bush tenta
promover no Oriente Médio. A postura belicosa dos neoconservadores presentes
na administração republicana tem, não há dúvida, seu papel no estado de “guerra
permanente” que caracteriza a atuação norte-americana naquela região a partir
dos atentados de 11 de setembro de 2001, mas é ilusão supor que um governo
democrata aplicaria uma orientação qualitativamente diferente. Conforme este
artigo procura demonstrar, a política norte-americana para o Oriente Médio
apresenta uma admirável continuidade em todas as administrações – democratas
e republicanas – desde o fim da II Guerra Mundial e, em especial, desde o
anúncio, em 1980, pelo presidente Jimmy Carter, de que os EUA consideram o
petróleo do Golfo Pérsico como um “interesse vital”, a ser defendido “por


* Igor Fuser é doutorando em Ciência Política na Universidade de São Paulo (USP) e professor
de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo. Autor do livro Geopolítica – O Mundo
em Conflito (Salesiana, 2006), entre outros. O presente artigo foi apresentado no 5º Encontro
da Associação Brasileira de Ciência Política (ABCP), realizado em Belo Horizonte, de 26 a 29 de
julho de 2006.


todos os meios, inclusive a força militar”. Esse princípio, conhecido como
Doutrina Carter, foi confirmado por todos os presidentes posteriores e deu
fundamento tanto à Guerra do Golfo em 1990/1991 quanto a atual ação
político-militar dos EUA no Iraque.
2. As origens da Doutrina Carter
O interesse norte-americano pelas imensas reservas petróleo do Golfo Pérsico
evoluiu de um âmbito puramente comercial, nas primeiras décadas do século
XX, para um terreno estratégico ligado à afirmação da hegemonia dos EUA
após a II Guerra Mundial. O governo Truman estava firmemente disposto a
integrar o petróleo do Oriente Médio à sua estratégia para o pós-guerra. Os
EUA tinham fornecido 85% dos 7 milhões de barris de petróleo consumidos
pelos Aliados desde 1941. Altos funcionários norte-americanos assinalavam a
importância de garantir um acesso seguro às fontes de petróleo estrangeiras
como um meio de impedir a exaustão das reservas domésticas. Nos anos do
pós-guerra, os EUA desafiaram o predomínio britânico na exploração do petróleo
do Golfo Pérsico, conquistando, a partir do início da década de 50, o controle da
maior parte das reservas da região. Essa transição foi acompanhada pelo surgimento
de um novo desafio: o nacionalismo nos países produtores. Essa tendência começou
com as pressões para mudar as regras de divisão dos lucros em países como o Irã
e a Arábia Saudita, cujos governos passaram a reivindicar condições cada vez melhores.
O primeiro episódio de nacionalização de concessões ocidentais ocorreu no Irã,
sob o governo de Mossadegh. O desafio iraniano foi esmagado com um golpe de
Estado, articulado pelos serviços secretos dos EUA e do Reino Unido, que depôs
Mossadegh e instaurou a monarquia absoluta do xá Reza Pahlevi, um estreito aliado
de Washington. Mas as pressões nacionalistas logo voltaram a ganhar impulso, ajudadas
pela onda anticolonial e terceiro-mundista dos anos 50, culminando com a criação
da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) , em 1960. Uma nova
agenda marcou as relações entre os EUA e os países produtores dali em diante –
uma agenda de conflito, em que se sobressaíram a nacionalizações das concessões
petrolíferas, a elevação dos preços e a politização das questões relativas às remessas
de petróleo. Esses conflitos culminaram com o “choque” do petróleo, deflagrado
em outubro de 1973, quando os preços aumentaram 800% em apenas quatro
meses, provocando uma crise econômica de alcance mundial. Foi nessa ocasião que
os EUA ameaçaram, pela primeira vez, o uso das armas para garantir seu acesso às
fontes de combustível no Oriente Médio.

3. O “direito ao petróleo” e a ameaça da força militar dos EUA no
Golfo Pérsico
A idéia de que os EUA têm algum tipo de “direito” ao petróleo do Oriente
Médio já estava presente, de modo discreto, nas décadas de 40 e 50. Eisenhower
afirmou em 1957, após a crise do Canal de Suez, que os EUA usariam a força
“na eventualidade de uma crise que ameace cortar o acesso do mundo ocidental
ao petróleo do Oriente Médio”. No ano seguinte, o presidente pediu ao
Congresso autorização para enviar tropas ao Oriente Médio. Em sua justificativa,
declarou que a atitude era necessária para mostrar a “todos, inclusive os soviéticos,
que estamos plenamente dispostos a sustentar os direitos ocidentais na região”.
Está implícito nessa fala que um desses “direitos” – e, certamente, o principal
entre eles – era o acesso ao petróleo.
A primeira vez que uma alta autoridade dos EUA mencionou a possibilidade
do emprego da força para garantir o “direito” ao petróleo do Oriente Médio
foi a famosa entrevista do secretário de Estado Henry Kissinger à revista Business
Week, publicada em 13 de janeiro de 1975, durante o governo Ford, em meio às
dificuldades enfrentadas pelo governo norte-americano em articular uma frente
comum dos principais países consumidores nas negociações de preços com a
Opep. Aos jornalistas, Kissinger declarou que, na ausência da solidariedade entre
os consumidores, o único meio de baixar os preços seria “criar uma crise política
de primeira magnitude”. Na seqüência do diálogo, Kissinger confirmou que a
alternativa do uso da força para reduzir os preços do petróleo foi cogitada, mas
disse que a considerava “um caminho perigoso demais”. Em seguida, porém,
fez questão de dizer que essa opção não estava completamente descartada.
“Não estou dizendo que não existe nenhuma circunstância em que nós
poderíamos usar a força”, afirmou, num raciocínio oblíquo em que a negativa
aparece três vezes na mesma frase. “Mas uma coisa é usá-la numa disputa por
preço e outra coisa é (usar a força) no caso de uma situação de real estrangulamento
do mundo industrializado.”
A polêmica entrevista de Kissinger à Business Week foi concedida numa
conjuntura em que a imprensa e funcionários do governo norte-americano
especulavam abertamente sobre a ocupação militar de poços de petróleo no
Oriente Médio – a chamada “oil grab”. Para reforçar essa possibilidade, os EUA
mantiveram, até o final do embargo, uma frota de porta-aviões no Oceano
Índico, próxima ao Golfo Pérsico. Em janeiro de 1975, o acadêmico Robert
Tucker discutiu a viabilidade da ocupação de poços de petróleo em países
árabes num artigo publicado na revista conservadora Commentary sob o título
“Petróleo: A Questão da Intervenção Americana”1. Na opinião de Tucker, a
1. Texto acessado pela internet em http://www.commentarymagazine.com/Summaries/V59I1P23-1.htm.

http://www.pucsp.br/neils

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Petroleo

Métodos mais utilizados.

A magnetometria, a gravimetria, a sísmica de refração, a sísmica de reflexão, os métodos eletrorresistivos e os eletromagnéticos foram amplamente utilizados quando a procura por petróleo e o mapeamento de jazidas minerais nas décadas de 60 e 70 tiveram o seu auge no Brasil.Com o desenvolvimento tecnológico inserido em nosso dia a dia a partir da utilização de microcomputadores, esta ciência se desenvolveu através da modernização de seus equipamentos e do surgimento de novos métodos. Atualmente a geofísica é uma ciência multidisciplinar que além de auxiliar em estudos geológicos (mineração, petróleo e hidrogeologia), possui também aplicabilidade em áreas como engenharia civil, meio ambiente e arqueologia.
Em síntese, consiste na aplicação dos métodos da física-matemática na análise de diversos problemas relacionados com a propagação e espalhamento de ondas elásticas e eletromagnéticas na terra.

Métodos Sísmicos

As ondas sísmicas que percorrem o interior da Terra são registradas na superfície por sismógrafos, sendo posteriormente analisadas e interpretadas segundo modelos físicos e geológicos para a obtenção da estrutura existente em subsuperfície, seja em nível local de alguns metros de profundidade ou global.

Sísmica de reflexão

Método de prospecção baseado nas reflexções das ondas sísmicas geradas artificialmente na superfície do terreno.

Sísmica de refração

Método de prospecção sísmica baseado no registro das primeiras quebras das ondas frontais, geradas por meio da detonação de uma carga de dinamite na superfície do terreno.

GPR

O GPR (Radar de Penetração no solo), conhecido no Brasil como "Georadar", é um método geofísico de imageamento da subsuperfície que utiliza um pulso elétrico para gerar ondas eletromagnéticas, que por sua vez são irradiadas para a subsuperfície através de uma antena emissora. A transmissão desse sinal depende das propriedades elétricas do meio (condutividade elétrica e permissividade dielétrica) sob condições de altas frequências (10 - 2.500 MHz), que são principalmente controladas pelo conteúdo do fluido presente no solo. Este pulso é refletido e difratrado, tanto pelas estruturas geológicas, quanto por feições anômalas enterradas (dutos, tanques de armazenamento, fundações, etc). As ondas refletidas e difratadas são recebidas através de uma antena denominada receptora colocada na superfície. Uma série de medidas são realizadas ao longo de uma linha , quando dispostas graficamente lado a lado formamuma imagem de muito alta resolução, tanto lateral quanto vertical da subsuperfície. (Porsani, 1999).
Segundo Osvaldo de Oliveira Duarte, GPR é um método de prospecção baseado na reflexão das ondas de radar nas interfaces dielétricas do subsolo. As freqüências utilizadas (de 20 a 200 MHz) permitem obter imagens com resolução maior do que a qualquer outro método geofísico.
O alcance vertical do GPR varia desde alguns centímetros, em sedimentos com alto conteúdo de argila, até algumas centenas de metros em rochas como granito, areias e cascalhos. No gelo, vai além de três quilômetros. (Dicionário Enciclopédico Inglês-Português de Geofísica e Geologia - Ed. Petrobras/SBGf).
O método GPR possui uma grande versatilidade de aplicação, podendo ser utilizado para realizar mapeamento de integridade de estruturas de concreto, determinação de interferências (tubulações enterradas), mapeamentos geológicos (determinação de zonas de fraturamento, mudança de litologia, profundidade do topo rochoso), batimetria (fundo de rios e lagos), etc.

Métodos Potenciais

A gravimetria e a magnetometria, também chamados métodos potenciais, permitem o reconhecimento e mapeamento de grandes estruturas geológicas que não aparecem na superfície.

Gravimetria

Equipamentos muito sensíveis chamados gravímetros conseguem medir a variação na aceleração de gravidade produzida pela distribuição da massa em subsuperfície. Os dados levantados depois de processados e analisados podem fornecer informações sobre a distribuição de massa no interior terrestre, tanto em nível local como global;

Magnetometria

Os magnetômetros são equipamentos muito sensíveis que medem na superfície o magnetismo gerado no interior da Terra, fornecendo informações sobre as estruturas rochosas presentes em subsuperfície que possuem propriedades magnéticas;

Métodos Elétricos

Método de levantamento realizado na superfície ou próximo da superfície, que mede o campo elétrico natural ou induzido. Inclui os métodos eletromagnético, polarização induzida, magnetotelúrico, resistividade e potencial espontâneo.

Eletromagnético (EM)

Método eletromagnético consiste num conjunto de técnicas de prospecção nas quais campos elétricos e/ou magnéticos da Terra (naturais ou artificiais) são utilizados para o mapeamento de certos atributos das rochas (resistividade, permeabilidade ou permitividade). (Duarte, Dicionário...)

Polarização induzida

Método de prospecção elétrica que envolve a medida do decaimento da voltagem induzida no terreno, após a corrente de excitação ser desligada. (Duarte, Dicionário...)

Magnetotelúrico

Método para mapear as variações de resistividade dos corpos de subsuperfície com base nas medidas do campo magnético e das correntes telúricas, que são correntes elétricas naturais da Terra que fluem como correntes contínuas ou de freqüência muito baixa, amoldando-se às grandes linhas tectônicas de subsuperfície. (Duarte, Dicionário...)

Resistividade

Método de prospecção que mede a resposta do subsolo a um campo elétrico artificial gerado na superfície do terreno. Para tanto, uma forte corrente elétrica é injetada no solo por meio de dois eletrodos designados como A e B, sendo o campo elétrico resultantes analisado por um par de eletrodos denominados M e N. (Duarte, Dicionário Enciclopédico)

Potencial espontâneo

Diferença de potencial elétrico eu aparece, naturalmente, entre dois pontos quaisquer do terreno ou do interior de um poço, causada por fenômenos eletroquímicos do material.

Método gamaespectométrico

Método de análise química baseado no nível de energia dos raios gama emitidos pela formação, depois da mesma ter sido bombardeada por neutrons de alta energia. A identificação dos elementos baseia-se no fato de que cada um deles emite raios gama com um nível específico de energia. A partir destes dados, pode-se estimar a saturação de hidrocarbonetos, salinidade, porosidade e argilosidade da formação. (Duarte, Dicionário Enciclopédico)

Métodos radiométricos

A aplicação de técnicas nucleares permite determinar a distribuição de uma série de elementos presentes nos minerais e rochas que formam a Terra. Entre os elementos químicos presentes nesses minerais, os elementos radioativos naturais despertam interesse especial por seu valor econômico e estratégico e pela sua utilidade nos métodos geocronológicos (métodos que permitem calcular a idade de determinada rocha ou mineral), através da razão isotópica entre os vários elementos radioativos, como o urânio, o tório e o potássio, e suas séries radioativas.

Geofísica de poço

Os perfis de poços são usados principalmente na prospecção de petróleo e de água subterrânea. Eles têm sempre como objetivo principal, a determinação da profundidade e a estimativa do volume da jazida de hidrocarboneto ou do aquífero.
Para fazer uma perfilagem em um poço, são usadas diversas ferramentas (sensores) acopladas a sofisticados aparelhos eletrônicos. Estes sensores são introduzidos poço adentro, registrando, a cada profundidade, as diversas informações relativas às características físicas das rochas e dos fluidos em seus insterstícios (poros).
resistividade e a identificação das rochasAs ferramentas utilizam diversas características e propriedades das rochas, que podem ser elétricas, nucleares ou acústicas. Com os sensores elétricos, detecta-se, por exemplo, a resistividade das rochas e a identificação das mesmas se dá através de comparações dos valores obtidos na perfilagem com os valores das resistividades de diversas rochas conhecidas e determinadas em testes de laboratório.
Com os sensores nucleares, detecta-se a intensidade de radioatividade das rochas e dos fluidos em seus poros, podendo-se inferir a composição mineralógica das mesmas. Com as ferramentas acústicas, ultra-sons são emitidos em uma ponta da ferramenta a intervalos regulares e detectados em sensores na outra ponta.
O tempo que o sinal sonoro levou para percorrer esta distância fixa e conhecida (chamado de tempo de trânsito) através da parede do poço (ou seja, pela rocha) é medido e gravado no perfil. O geofísico, mais tarde, compara estes tempos de trânsito com os tempos determinados em laboratório para rochas de composições conhecidas, inferindo, desta maneira, as composições mineralógicas das rochas atravessadas pelo poço e determinando suas profundidades.

 fonte:  http://www.geofisicabrasil.com/metodos.html

O desafio da industria do petroleo.

Conhecer as incertezas: o desafio da indústria do petróleo.  


A demanda contínua e crescente de energia de baixo custo e a disponibilidade de recursos de hidrocarbonetos colocam ainda o petróleo como uma importante fonte não-renovável da matriz energética mundial para as próximas décadas do século XXI.
Para atender o suprimento dessa fonte energética para a sociedade, as empresas se dedicam à exploração como um primeiro passo para manter o ciclo de geração de jazidas.Trata-se de uma atividade estratégica da cadeia produtiva do petróleo composta por uma seqüência complexa de etapas e de processos decisórios, envolvendo investimentos e riscos bastante elevados e de longa maturação na expectativa de descobertas de volumes de petróleo crescentes.
A análise das incertezas constitui um dos elementos-chave das atividades de exploração e produção de petróleo. No passado, em decorrência do estágio evolutivo e da disponibilidade de prospectos de óleo e gás mais facilmente identificáveis, a maioria dos processos decisórios para análise de riscos ainda podia ser realizada de forma simples e intuitiva. Além disso, os desafios na indústria do petróleo não se apresentavam de forma tão diversa e contraditória como se mostram na atualidade. Por exemplo, até recentemente, na análise dos riscos envolvidos na exploração e produção bastava a observação das variáveis geológicas mais relevantes (volumes, dinâmica das acumulações, etc...) e das tendências gerais do mercado (o preço do óleo, a demanda de derivados, etc...), a tal ponto que a possibilidade de descoberta de boas jazidas afastava a necessidade de uso de metodologias complexas e mais abrangentes.
Entretanto, esse cenário alterou-se drasticamente em função da diminuição dos indícios de jazidas de petróleo mais fáceis de serem encontradas e de baixos custos, da crescente globalização dos negócios e do envolvimento de diversos agentes, tornando o processo de tomada de decisão na exploração bastante complexo e nem sempre de fácil solução.
Além disso, as empresas envolvidas na atividade exploratória freqüentemente se defrontam na quantificação de diferentes tipos de riscos, tais como:
  • Risco de um poço exploratório ou de desenvolvimento ser seco;
  • Risco de uma descoberta não possuir um volume de óleo suficiente para os custos envolvidos no seu aproveitamento econômico;
  • Risco relacionado com o preço futuro de óleo e gás natural;
  • Risco econômico-financeiro;
  • Risco ambiental;
  • Risco político vinculado às incertezas jurídico-institucionais de um país detentor dos recursos petrolíferos;
Neste trabalho estamos abordando somente os dois primeiros tipos que podem ser incluídos na categoria dos riscos geológicos que são avaliados após a descoberta de um indício suficientemente atrativo que justifique a continuidade das atividades de exploração e avaliação do seu potencial econômico. O sucesso geológico é diretamente vinculado aos modelos geológicos de acumulação e da definição dos limites e dos volumes envolvidos e dos riscos inerentes às variáveis críticas da dinâmica das acumulações petrolíferas (geração, reservatórios, suprimento e "timing").
Para se ter uma noção da magnitude do risco que é muito bem percebido na indústria, a cada dez poços perfurados somente entre um a três resultam em acumulações comerciais. Por exemplo, o custo estimado de um poço na bacia de Campos em lâmina d'água acima de 2.500 metros não sai por menos de US$ 15 milhões. Dados da literatura apontam que as taxas médias de sucesso de poços pioneiros perfurados nas bacias petrolíferas localizadas em zonas de fronteira (com escasso conhecimento geológico) situam-se numa faixa entre 20-30% dependendo da complexidade da bacia (Figura 1). Deve-se ressaltar que essas estatísticas devem ser avaliadas cuidadosamente, pois apontam tendências gerais. As grandes companhias buscam sempre projetos em áreas com campos com maiores expectativas de grandes volumes de óleo, exibindo geralmente elevados sucessos nas fases iniciais do ciclo exploratório e declinando a medida que a indústria se defronta com campos com volumes mais reduzidos e com níveis de descoberta mais complexos.
Figura 1 - Probabilidade de sucesso de poços pioneiros perfurados em bacias internacionais. Valores em percentagem indicam a razão entre descobertas e poços perfurados.
Fonte: Petroconsultants, Oil and Gas Journal (diversos)
A importância deste ciclo de geração de jazidas pode ser percebida pelo perfil atual da produção de petróleo no Brasil que atualmente é de 1,49 milhões de barris/dia de óleo e 39,63 milhões de m3/dia de gás. Esta produção continuará crescendo nos próximos anos com base nas reservas atualmente conhecidas oriundas dos campos de Marlim, Albacora, Albacora Leste, Barracuda-Caratinga, Roncador, Marlim Sul e Marlim Leste e demais campos descobertos pela Petrobras há mais de uma década. Observa-se a preponderância da participação de zonas produtoras de bacias marítimas em águas profundas no atendimento do suprimento nacional (Figura 2) que com a entrada de produção de novos campos e as descobertas recentes deverão possibilitar atingir a auto-suficiência no atendimento da demanda nacional nos próximos anos.
Figura 2 - Evolução da produção anual de petróleo cru no Brasil nas bacias terrestres e marítimas (valores em milhares de barris)
Fonte: Relatório Anual (ANP, diversos), Petrobras
O ambiente de águas profundas é uma tendência que se manifesta não somente no Brasil, mas em diversas zonas produtoras, principalmente nas regiões fora do Golfo Pérsico. Para enfrentar as restrições exploratórias nesses ambientes e nas demais regiões, a inovação tecnológica vem desempenhando um papel de grande importância na redução das incertezas tanto nas fases de exploração como de produção de petróleo, incrementando as probabilidades de sucesso e criando viabilidade econômica de novas jazidas. Um dos grandes avanços no incremento do sucesso exploratório refere-se a tecnologia sísmica tridimensional conhecida na indústria como sísmica 3D. Aylor (1999) coletou dados de taxas de sucesso na perfuração definidas com o apoio das tecnologias da sísmica 3D e constatou um aumento dessas taxas em 50% na locação dos prospectos em relação às tecnologias tradicionais conforme indica a Tabela 1.
Tabela 1 - Taxas de sucesso na perfuração de poços pioneiros com o apoio da tecnologia sísmica tridimensional (sísmica 3D)
Empresa
Local
Sísmica 2D
Sísmica 3D
Exxon Golfo do México 43% 70%
Fairfield Golfo do México 37% 50%
Exxon Mar do Norte
(Reino Unido)
36% 47%
Exxon Mar do Norte
(Países Baixos)
47% 70%
Texaco Louisiana 33% 62%
Fonte: Aylor(1999) modificado
Uma outra componente neste processo de gestão das incertezas exploratórias refere-se ao custo de descoberta que corresponde ao investimento aplicado em exploração dividido pelo montante de petróleo descoberto que pode ser estimado como adição de novas reservas. Dados coletados pela Unicamp (2002) indicam uma tendência declinante dos custos de descoberta nesta última década. O resultado dessa razão indica um relativo sucesso das grandes companhias ("majors") na renovação do seu estoque de suas reservas. Pode-se verificar o forte impacto que as cotações de óleo exercem sobre o esforço exploratório.
Apesar desses resultados refletirem o aporte das novas tecnologias exploratórias
Figura 3 - Evolução dos custos de descoberta nas principais empresas de petróleo
Cotações do petróleo tipo Brent em US$/bbl e dos investimentos em US$/bbl em valores constantes de 2000
Fonte: Unicamp(2002)
(modelagem de reservatórios, tecnologia sísmica, tecnologias de perfuração, novas técnicas de gerenciamento das incertezas exploratórias), essas estatísticas devem ser observadas com cautela. Uma das principais dificuldades são os tipos de informações utilizadas para as estimativas das reservas (extensões, descobertas, aquisições, revisões, recuperação avançada) e dos dados de custos. Por outro lado, os dados da Figura 3 apontam de uma maneira geral elevadas competências das equipes exploratórias das empresas nesta última década em que pese as dificuldades crescentes na identificação de reservatórios com elevados volumes e boa qualidade de óleo.
Fica evidente a importância estratégica da atividade de exploração na geração de novos prospectos visando a manutenção das vantagens competitivas das empresas de petróleo, bem como atender a demanda deste bem mineral para os diversos mercados. Trata-se de uma das etapas de maior criatividade na longa cadeia dos negócios na indústria do petróleo onde são adicionados valores aos ativos minerais. As corporações empregam atualmente procedimentos exploratórios sistemáticos para comparar as previsões geradas pelas novas tecnologias versus os resultados efetivamente alcançados. Por sua vez, os geocientistas (geólogos, geofísicos, etc..) e os engenheiros de petróleo aprenderam a trabalhar com as incertezas e calibrar as suas estimativas trazendo enormes benefícios para as corporações petroleiras não somente na redução das incertezas, mas principalmente na redução dos custos exploratórios possibilitando acessar prospectos em zonas cada vez mais remotas.


 Fonte:Saul B. Suslick é professor do Instituto de Geociências e Diretor do Centro de Estudos de Petróleo (CEPETRO) da UNICAMP

domingo, 17 de abril de 2011

Petróleo

Petróleo.

Em 1938, foi perfurado o primeiro poço de petróleo em território nacional. Foi no município de Lobato, na bacia do Recôncavo Baiano, que a cidade de Salvador. Com a criação do CNP (Conselho de Petróleo) o governo passou a planejar, organizar e finalizar o setor petrolífero.

Em 1953, Getulio Vargas criou a Petrobrás e instituiu o monopólio estatal na extração, transporte e refino de petróleo no Brasil; monopólio exercido em 1995. Com a crise do petróleo, em 1973, houve a necessidade de se aumentar a produção interna para diminuir o petróleo importado, mas a Petrobrás não tinha capacidade de investimento.

O governo brasileiro, diante dessa realidade, autorizou a extração por parte de grupos privados, através da lei dos contratos de risco. Se uma empresa encontrasse petróleo, os investimentos feitos seriam reembolsados e ela se tornaria sócia da Petrobrás naquela área. Caso a procura resultasse em nada, a empresa arcaria sozinha com os prejuízos da prospecção, por isso o nome contratado de risco.

Foram feitos dez contratos com empresas nacionais e estrangeiras, mas nenhuma achou petróleo. Desde 1988, com promulgação da última Constituição, esses contratos estão proibidos, o que significa a volta do monopólio de extração da Petrobrás.

Em 1995, foi quebrado o monopólio da Petrobrás na extração, transporte, refino e importação de petróleo e seus derivados. O estado pode contratar empresas privadas ou estatais que queriam atuar no setor.

Possuindo treze refinarias, onze delas pertencendo a União, o Brasil é auto-suficiente no setor, precisando importar pequenas quantidades que não são produzidas internamente. O petróleo sempre é refinado junto aos centros, ou seja, próximo aos grandes centros consumidores, isso ajuda a diminuir os gastos com transportes.

O consumo interno vem diminuindo desde 1979, com o segundo choque mundial. O governo passou a incentivar industrias que substituíssem esse combustível por energia elétrica.

Em 1973, o Brasil produzia apenas 14% do petróleo que consumia, o que nos colocava nessa posição bastante frágil e tornava a nossa economia muito suscetível as oscilações externas no preço do barril do petróleo. Já em 1999, o país produzia aproximadamente 62% das necessidades nacionais de consumo.

Essa diminuição da dependência externa, relaciona-se a descoberta de uma importante bacia petrolífera em alto-mar, na plataforma continental de Campos, litoral norte do estado do Rio de janeiro. Essa bacia é responsável por mais de 65% da população nacional de petróleo.

Ainda na plataforma continental, destaca-se nos estados de Alagoas, Sergipe e Bahia, que juntos são responsáveis por cerca de 14% da produção do petróleo bruto. No continente a área mais importante é Massoró, seguida do Recôncavo baiano.

Mais da metade do petróleo consumido no Brasil é gasto no setor de transporte, cujo modelo de desenvolvimento é o rodoviarismo. Essa opção é a que mais consome energia no transporte de mercadorias e pessoas pelo território. Por isso há uma necessidade de o país investir nos transportes ferroviários e hidroviários para diminuir custos e o consumo de uma fonte não-renovável de energia.

Fonte: www. petrobras.com.br

sábado, 16 de abril de 2011

As Sondas da Petrobras

Com a decisão de suspender a operação de afretamento de até quatro sondas de perfuração que seriam fornecidas por empresas nacionais, devido ao preço excessivo exigido pelos interessados, a Petrobrás deu, neste caso específico, uma demonstração prática e clara de preocupação com os interesses de seus acionistas e do País e que, à opção política de privilegiar o produtor local mesmo em detrimento de sua saúde financeira, preferiu a racionalidade empresarial.
O caso das quatro sondas é o mais recente entre outros reveladores dos prejuízos que pode causar à Petrobrás e ao País a decisão política do ex-presidente Lula - anunciada ainda em sua primeira campanha eleitoral, em 2002, e formalizada logo no início de seu primeiro mandato - de exigir da estatal a contratação de empresas brasileiras para o fornecimento dos equipamentos e materiais de que necessitará para executar seu imenso programa de investimentos.
Há tempos, técnicos da Petrobrás advertem que, se a indústria brasileira de bens de capital não estiver adequadamente preparada, não poderá atender à demanda atual nem muito menos à futura, se e quando a área do pré-sal passar a ser explorada comercialmente. Com um programa quinquenal de investimentos de US$ 224 bilhões, a Petrobrás é a empresa que lidera as contratações de sonda em todo o mundo.
Há um problema sério de tempo, pois a empresa tem projetos de exploração cujo prazo termina em 2014, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, e a produção desses equipamentos está atrasada. E ainda não estão definidas as regras para a contratação das sondas de que a estatal necessitará para explorar o pré-sal.
Os números assustam. Como vem mostrando o jornalista Norman Gall na série da qual o Estado vem publicando um capítulo por mês, as demandas de equipamentos são imensas. Para explorar e desenvolver os poços em águas profundas, a Petrobrás precisará encomendar 330 geradores de turbina, 612 mil válvulas, 10 mil quilômetros de cabos elétricos submarinos, 17 mil quilômetros de tubos flexíveis, 4,8 milhões de toneladas de aço, milhares de peças de equipamentos submarinos, 68 milhões de homens-hora de engenharia e 1 bilhão de horas de trabalho para a construção e montagem dos poços.
A indústria brasileira não tem escala para atender a essa demanda, carece de tecnologia e de mão de obra treinada, não dispõe de capital para investir no montante exigido e reclama - justamente - do peso excessivo dos tributos que a onera mais do que seus concorrentes externos. Não são problemas que possam ser resolvidos a tempo de assegurar o fornecimento no ritmo, na qualidade, no preço e nas especificações técnicas exigidas pela indústria de petróleo.
A licitação das quatro sondas, que seriam fornecidas apenas por empresas brasileiras, foi suspensa porque a Petrobrás estava disposta a pagar até US$ 500 mil por dia pelo afretamento de cada uma, mas as ofertas que recebeu, como mostrou reportagem do Estado na terça-feira, variaram de US$ 639 mil a US$ 740 mil por dia. A intenção da empresa era estimular a produção no Brasil desses equipamentos e utilizá-los ao longo de 20 ou 30 anos, por meio de afretamento.
O preço excessivo é apenas uma das distorções geradas pela reserva de mercado imposta por Lula, e mantida pela presidente Dilma Rousseff. Como essa política a protege da concorrência externa, geralmente mais preparada, a indústria local procura potencializar o lucro por contrato. Quando não impõe perdas à Petrobrás, essa prática atrasa as contratações e a execução dos programas da estatal. Além disso, interessadas apenas em vender para a estatal, que sabidamente tem pressa - determinada pela lógica política do governo - para executar seus planos, as empresas nacionais deixam de lado potenciais clientes privados, alguns dos quais não dispõem do conhecimento do mercado internacional que tem a estatal.
A saída para o País é comprar de fornecedor mais confiável, ainda que estrangeiro, como parece ser agora a disposição da estatal com as quatro sondas.


fontes: www.estadao.com.br

Energia e Tecnologia

Energia e Tecnologia.

A energia que move nossos dias nos impulsiona em
uma busca constante por soluções para um futuro ainda melhor.

Atentos ao desenvolvimento tecnológico e superando desafios, trabalhamos constantemente em busca das melhores soluções energéticas. Conheça nossos negócios e descubra como investimos em fontes de energia essenciais para o progresso e qualidade de vida das pessoas.
 O petróleo é um óleo natural fóssil, que vem se mantendo como principal insumo energético da sociedade industrializada. Para se ter uma idéia, o consumo mundial está em torno de 85,43 milhões de barris diários, segundo a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).
Indispensável no mundo moderno, o petróleo é usado, majoritariamente (90%), como combustível. Mas ele também está presente em diversos produtos que fazem parte do nosso cotidiano, como borracha, plásticos, chiclete, fertilizantes, batom, tintas, entre outros.
  •  Exploração e Produção
 
  Encontrar petróleo, um recurso energético que levou milhões de anos para ser formado, é tarefa que requer conhecimento e tecnologia, além de grandes investimentos, ousadia e criatividade.
Apesar da grandiosidade desse desafio e de toda a complexidade geológica, descobrimos óleo e gás tanto nas regiões terrestres como nas marinhas, em várias bacias sedimentares brasileiras, e estendemos nossas fronteiras exploratórias a outros países. Registramos índice de sucesso acima da média mundial, em que, para cada cem poços exploratórios, 20 apresentam bons resultados.
Em mais de 50 anos, acumulamos uma reserva de petróleo e gás natural que chega a 15 bilhões de barris de óleo equivalente e produzimos mais de um milhão e novecentos mil barris de petróleo por dia. A maior parte desse petróleo, cerca de 87%, vem de campos marítimos, onde são testadas e aperfeiçoadas as mais modernas tecnologias de produção de petróleo.

  • Refino, Transporte e Comercialização
 
   Para ser transformado nos combustíveis vendidos aos consumidores, o óleo bruto extraído dos poços passa pela refinaria, onde é submetido a vários processos físicos e químicos. Daí surgem produtos indispensáveis ao nosso dia-a-dia, como nafta, solventes, gasolina, querosenes de aviação, óleo diesel, lubrificantes e parafinas.
O longo caminho até chegar ao consumidor final não termina na refinaria. Trata-se de um sistema de logística integrada, que envolve investimentos em infra-estrutura, tecnologia e segurança. Nossas atividades de transporte de petróleo, gás e álcool estão sob a responsabilidade da subsidiária Transpetro.
  Para nos manter tecnologicamente atualizados, aprimoramos constantemente nossas atividades de downstream, procurando atender ao crescimento do mercado de derivados, às exigências de qualidade dos combustíveis, à segurança do homem, às possibilidades de exportação e aos cuidados com o meio ambiente. Nossa meta é investir, até 2020, R$ 29,6 bilhões na área de Downstream.

Distribuição
 
  Nossos produtos chegam aos consumidores através de uma enorme rede de distribuição de derivados de petróleo. Há uma complexa estrutura de recebimento, armazenamento e distribuição, composta por terminais, bases, armazéns e fábricas.
A Petrobras Distribuidora é a subsidiária responsável por essa importante etapa. Ela detém a liderança no mercado brasileiro de distribuição de derivados de petróleo e está expandindo cada vez mais sua presença na Argentina, Colômbia, Bolívia, Paraguai e Uruguai. Conta ainda com a maior fábrica de lubrificantes da América Latina.

Petroquímica
 
  A indústria petroquímica é um dos pilares do sistema industrial moderno. Os produtos petroquímicos vêm substituindo com vantagem uma grande quantidade de matérias-primas, como madeira, vidro, algodão, metais, celulose e até mesmo as de origem animal, como lã, couro e marfim. É possível identificar produtos de origem petroquímica em quase todos os itens industriais consumidos pela população, como embalagens, calçados, brinquedos, pneus e eletroeletrônicos.
Atuamos no setor petroquímico por intermédio de nossa subsidiária Petroquisa, que é a principal fornecedora de nafta aos produtores de primeira geração no Brasil.
  É na petroquímica que está também o maior empreendimento individual da história da nossa empresa. O Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, no Brasil, tem investimentos previstos em torno de US$ 8,38 bilhões. Com início de operação previsto para 2012, o Comperj estimulará a instalação de indústrias de bens de consumo e irá gerar cerca de 212 mil empregos diretos e indiretos.


Fonte: petrobras.